sábado, 19 de março de 2011

As luzes da noite que o dia não faria brilhar

Era noite e já me via descansando
Quando repentinamente
Me vejo sobre uma luz que
Brilhava a ponto de atravessar paredes
Cegava-me aquela imensa claridão
Amedrontou-me mais que ruídos de trovão
Fiquei mais curioso que meu cão que já estava a ladrar
O clarão então
Assim como chegou
Se apagou
Fora embora para que ninguém mais o visse.
Contra algo tão explendido
Não resta dúvidas
Este medo me contaminou.
Este medo me deixou
Sem palavras fez o eu sou
Com medo destas luzes.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Necromante

Anda nas sombras e assombreia as luzes
Com sua espada forjada por almas escravas
Ele assola o perigo com sua face que amedrontaria o mais bravo guerreiro.
Ele torna anjos e demônios inutilizáveis
Os escraviza como se fosse rotina sua
Os Surrealiza,os condena
Sem pena,sem dor
Sem amor.

Eu não vejo,mas percebo

Sinto o que vejo
Não conheço,não entendo
Mas creio que louco estaria quem ouve
Aquele que pede para não ouvir mas,sentir
Presenciar o que se está por vir
Estar lá quando surgir
Ele lhe guia
Siga-o,note
Perceber-você-ia
O mundo é maior que você pode ver
O mundo tem mais melodias do que você pode ouvir
Então sinta-o,e entenderá o porque

Falcão

Este foi diferente
Senti-me extremecer
Noto o chão escurecer
Olho para cima mas,nada se vê
Ele surge do chão
Não acredito no que consigo perceber
Ele que da imensidão aparece
E que sabiamente acalma-me
Pelo que noto,o saber de alguém como ele
Não se discute nem se acredita
Apenas por ver-lhe consigo crer.

quinta-feira, 17 de março de 2011

A luz exagera-se ao cegar-me

Subita corrosão de sentimentos
Pura emoção esta nociva sensação
Queria saber porque não te vejo
Ó saber,venha me conhecer
Chamo-te a minha casa,não cegue-me
Seja esta luz brilhante que sei que és
Demonstre compaixão,não se esconda numa breve emoção
Ve-la de olhos nuos,venha para mim
Deixe-me ver bela como és
Flor das flores com o cair das pétalas
Não se misture,seja única como sempre foi
Cegue-me com sua cor
Brilhe como o vento
Deixe-me ver-te
Pois assim não me contento
Enchergo tanto mas,não lhe vejo
Perda de sentimento
Acreditar no tempo

Uma segunda aula com a sombra que só se via na escuridão

Andava aos tropeços
Andava sem rumo
Mal a menos andava
Nem acho que conseguirá falar
Mas continuei a pensar que
Com o tempo iria mudar
Sombra esta que continuaria a crescer
Até eu perceber que eu mesmo estava a fazer
O andar sem notar
Que a sombra fazia-me tropeçar
Ela que mesmo cuidava de mim
Fazia-me errar
Ora quem eu pergunto ousa-se ousar
Falar e meter-se em meu caminho
Ora não sou grande de lhe impedir
Pode continuar
Mostre-me o caminho
Pois já sei que vou errar
Seja meu guia,mostre-me o certo
Quero acertar

Introdução à algo que não se explica

O inexplicável disse-me que explicaria-se diante de constantes palavras
O inexplicável disse-me que poderia deleitar-se de sabedoria só por olhar-me
O inexplicável...
Falou que a sabedoria as vezes vem e não vem do além
Falou que a força não é forte para aparecer
Mas o suficiente para nos deixar conhecer
Ela aumenta com o pensamento
E se sustenta com o corpo que
Com o tempo se diz insustentável,inexplicável
Doce orvalho esse que não se explica
Doce barulho esse que não irrita
Doce saber de se explicar,de conhecer ou
De se dizer inexplicável,sabedoria sem saber